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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Restrições à religião e aumento da descrença


Duas notícias derivadas de pesquisas me chamaram a atenção hoje: “Restrição a religiões cresce na maioria dos países” e “Estudo diz que ateísmo vai tomar lugar das religiões”. Isso não me espanta, pois já estava previsto e só tende a se intensificar, afinal, Jesus mesmo perguntou: “Quando vier o Filho do homem, porventura achará fé na Terra?” (Lucas 18:8). O apóstolo Paulo disse que os últimos dias seriam “tempos difíceis” (cf. 2 Timóteo 3:1). Na verdade, essas notícias apenas confirmam o fato de que o dia da volta de Jesus se aproxima. Segundo o Folha.com, quase um terço da população mundial vive em países em que está ficando mais difícil praticar religião livremente. O Fórum Sobre Religião e Vida Pública do Pew Research Center informou que restrições governamentais e hostilidade pública envolvendo religião aumentaram em alguns dos países mais populosos entre meados de 2006 e meados de 2009, a época em que a pesquisa foi feita. “Durante o período de três anos coberto pelo estudo, a extensão dos abusos e violência relacionados à religião cresceu em maior número de lugares do que o daqueles em que decresceu”, diz o relatório “Crescentes Restrições à Religião”.

Ainda segundo o site, estudo feito pelo Pew Center em 198 países constatou que aqueles considerados restritivos ou hostis no relatório anterior tiveram o quadro piorado enquanto o oposto foi verificado naqueles com mais tolerância religiosa. Um aumento substancial da hostilidade pública em relação a grupos religiosos foi observado na China, Nigéria, Tailândia, Vietnã e Reino Unido, enquanto as restrições governamentais cresceram significativamente no Egito e na França. Os países mais restritivos ou hostis em relação a certas religiões incluem Índia, Paquistão, Indonésia, Egito, Irã, China, Mianmar, Rússia, Turquia, Vietnã, Nigéria e Bangladesh.

Cristãos e muçulmanos, os dois maiores grupos religiosos do mundo, sofreram perseguição na maioria dos países. Fiéis de outras religiões também foram importunados. Os judeus, que perfazem menos de 1% da população mundial, foram alvo de restrições ou hostilidade em 75 países. Curiosa e tristemente, a “mídia oficial” dá pouca repercussão à violação dos direitos humanos cometida em muitos desses países. Cristãos estão sendo perseguidos e mortos, mas o maior barulho tem sido feito por grupos como os homossexuais, por exemplo, sempre presentes na mídia.

Segundo o site F5, também da Folha, um estudo que será publicado neste mês aponta que, quanto mais desenvolvido o país, maior o número de ateus. Para o autor Nigel Barber, portanto, chegará o dia em que quase todo o mundo vai se declarar sem religião.

A mudança já estaria ocorrendo. A pesquisa, feita em 137 países, mostra que, nas economias mais desenvolvidas, o número de descrentes é crescente. Na Suécia, por exemplo, o índice chega a 64% da população, seguida por Dinamarca (48%), França (44%) e Alemanha (42%). Na outra ponta, países da África subsaariana têm menos de 1% de ateus. O autor aponta razões mercadológicas para a baixa das religiões. Segundo ele, as pessoas procuram as igrejas para se salvar de dificuldades e incertezas da vida.

Jesus também descreveu esse quadro quando afirmou de modo contundente: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus” (Mateus 19:24).

Barber se esquece de que a onda de prosperidade está seriamente ameaçada neste momento, e que as crises (“naturais” ou não) frequentemente levam as pessoas de volta à fé, como aconteceu com os operadores da bolsa, em 2008.

Essas pesquisas revelam algo inerente ao ser humano, desde que deixou o Éden: o egoísmo e a ingratidão. Basta acumular algum dinheiro e a falsa impressão de que, por isso, está no controle da situação, que o ser humano manifesta o “vírus da independência” inoculado na raça pelo inimigo de Deus, que quis, ele mesmo, ser independente do Criador, iniciando a rebelião que, graças a Deus, está com seus dias contados.

Infelizmente, algumas pessoas somente reconhecem sua finitude e impotência quando estão frente a frente com a doença e a morte. Outros, precisam chegar ao fim da vida para perceber que desperdiçaram a existência numa vida de negação do evidente (isso aconteceu com o ateu Heinrich Heine e muitos outros).

Qual vai ser a sua escolha?[MB]

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Liberdade de exercer a livre expressão

Atribui-se ao famoso filósofo francês Voltaire a frase “Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo”. Essa máxima tem norteado os defensores da liberdade de expressão por séculos e soa atual diante da percepção de que o conceito de liberdade tem sofrido impressionante modificação e adulteração em nossos dias pós-modernos. Convencionou-se enxergar o mundo sob o prisma da pluralidade de ideias sociais e políticas e mesmo religiosas. Ou seja, intolerante é quem não aceita essa diversificação de opiniões. Pois bem. Até aí, tudo certo.
O problema é quando muitos esforços são realizados para se estabelecer uma confusão proposital entre liberdade de expressão, respeito às opiniões alheias e aceitação do contraditório. O que Voltaire e tantos outros pensadores condenavam evidentemente era a intolerância ao diferente, ao distinto e obviamente a violência praticada em nome da incapacidade de sequer ouvir e ver o contraditório. Lógico que isso prevalece até hoje e é o princípio da própria liberdade religiosa que permeia os estatutos e constituições de várias nações desse planeta. Não se pode suportar qualquer arbitrariedade praticada em nome de preconceitos, julgamentos ou simplesmente pela vontade de se opor ao que não se quer ou não se admira. É lícito o respeito mútuo e o livro arbítrio preconizados por Deus em Sua revelação aos homens, a Bíblia Sagrada. Desde o lar edênico, Deus concedeu ao casal Adão e Eva o direito de escolher e a liberdade de agir conforme sua consciência. Expôs claramente os resultados da desobediência no caso de se aproximarem da árvore da ciência do bem e do mal, mas não impediu a ação dos dois. Se passarmos pelas páginas do Livro Sagrado perceberemos que esse conceito permeou os demais relatos. No episódio entre Ló e seu tio Abraão, vemos outra vez o direito de escolha que levou Ló a seguir seu caminho em direção às cidades de Sodoma e Gomorra, mais tarde destruídas pelo próprio Deus. Não houve intervenção divina para cercear a decisão do homem que depois deixou, às pressas, a corrompida região após aviso de anjos. Deus, no Antigo Testamento, constantemente aparece pedindo às pessoas que se arrependam, voltem aos caminhos orientados por Ele e sigam os princípios delineados, porém nunca as obriga e nem mesmo atua de maneira forçosa para que não caiam em armadilhas dos inimigos. A liberdade de escolha vem acompanhada certamente das consequências, mas é garantida.
No Novo Testamento, Jesus também age da mesma maneira. Convida discípulos, não os convoca como que para uma carreira militar obrigatória. Discursa para multidões, mas salienta que o amor e a compreensão constituem a base de Seu ministério. Cura doentes, alimenta famintos, ressuscita mortos, contudo não condiciona seus atos a um alistamento ao Seu grupo e nem condena as pessoas por seus diferentes pontos de vista religiosos. Chama a atenção, sim, para o que considera incoerente nas crenças, mas respeita o direito do pensar divergente.
Liberdade para contradizer – Ao mesmo tempo, os ensinamentos de Jesus deixam a translúcida impressão de que Ele não concordava sempre com as opiniões vigentes. Respeitava o direito, por exemplo, de os líderes judeus à época agirem de maneira cruel com quem não lhes interessava na sociedade. Mas não aceitava e nem apoiava tais atitudes. No momento e na maneira certa, manifestava Seu pensamento acerca dos fatos que afetavam a vida espiritual das pessoas ao Seu redor.
Se Jesus realizasse Seu ministério hoje dessa forma, seria enquadrado provavelmente como intolerante, preconceituoso e perseguidor de minorias ou algo do gênero. Seu defeito apontado por muitos seria o de não se posicionar como alguém politicamente correto, culto e com a mente aberta para aceitar todas as diversidades possíveis. Jesus não compactuava e, indo além, afirmava que não concordava com certas posturas, costumes e ideologias. Fosse por parábolas, discursos, sermões ou atos, mostrou que vivia segundo ditames mais elevados e conectados com a vontade divina. Apesar de sua fama entre os mais pobres, humildes, desvalidos e marginalizados, alcançou grande impopularidade à medida que o tempo transcorria. Tornou-se objeto de repulsa social.
O motivo é que se discurso foi considerado eticamente incorreto, que afrontava o pensamento de gente influente. Jesus nos ensina que a liberdade de expressão, posicionamento e pensamento nem sempre agrada, nem sempre resulta em apoio popular. É o que muitos vivem na sociedade pluralista de hoje que já não quer mais aceitar posições diferentes, consideradas obsoletas e ultrapassadas. São visados como extremistas, fanáticos, preconceituosos. No mundo religioso, certamente há muito disso. Porém, muitos cristãos se deixam ser influenciados por sua fé alicerçada na Bíblia Sagrada e a defendem com vigor e convicção. Infelizmente são interpretados como ignorantes e intolerantes. Passam a ser discriminados e viram alvo fácil de crítica e ofensas. Em última instância, a essas pessoas é vedado o direito de expressar sua opinião. Estamos chegando agora ao limite de criminalizar determinadas opiniões. Defender o contraditório, em certas situações, torna-se, portanto, perigoso e o caminho mais seguro será o de se calar.
Mas onde fica a liberdade de ensinar valores nos quais se acredita, de escrever e publicar o que se pensa e de falar em público sobre determinados conceitos? O dever de escutar e respeitar é tanto de quem aceita a Bíblia e Seus ensinamentos sobre céu, morte, sexo, leis, julgamento, família, saúde, quanto de quem não crê dessa forma. Até mesmo o que alega não crer em nada e ninguém merece a consideração. Não confunda, entretanto, com aceitação. Somos livres, de acordo com Deus e as elaboradas legislações humanas posteriores, para pensar e consolidar nossas crenças. Todos nós!

Felipe Lemos – Jornalista da Divisão Sul-Americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Em tempos de liberdade intolerância é contra religiosos


Uma das principais jogadoras da seleção de Israel, Naama Shafir, pode ficar fora do Europeu de basquete por não chegar a um acordo com a FIBA sobre seu uniforme na competição. Judia ortodoxa, a pivô, que atua no basquete universitário dos EUA, pediu para usar uma camisa por baixo da roupa de sua seleção, como faz no seu time. O pedido, no entanto, não foi atendido. De acordo com o regulamento, todas as jogadoras devem usar o mesmo uniforme. Naama, no entanto, quer seguir as orientações de sua religião, que diz que as mulheres devem cobrir os ombros em público. Os organizadores do campeonato, que será realizado na Polônia, neste mês, disseram que a jogadora não poderá usar a camisa durante o campeonato. Nesta quinta, Naama afirmou que, então, não vai participar da competição. A federação israelense chegou a apelar da decisão, mas não foi atendida.

(Globo Esporte)

Nota: Enquanto alguns têm a liberdade assegurada de desfilar nas avenidas, em plena luz do dia, com trajes sumários e em atitudes indecorosas, Naama é impedida de jogar pelo fato de primar pela decência seguindo os ditames de sua consciência religiosa. Estamos assistindo a uma verdadeira inversão total de valores neste mundo que vai se corroendo aos poucos. Parabéns, Naama! Que seu exemplo insufle coragem naqueles que desistiram de lutar pelo que consideram correto e que, para não se incomodar ou ser taxados de “fundamentalistas”, tornaram-se verdadeiras marias-vão-com-as-outras.[MB]

Fonte :http://www.criacionismo.com.br/